Relatório de Riscos para Viagens Corporativas — Março de 2026

Relatório de Riscos para Viagens Corporativas — Março de 2026

O mundo mudou em fevereiro. Quem ainda planeja viagens corporativas sem um olhar atento ao risco está jogando com sorte.

Em 28 de fevereiro de 2026, EUA e Israel iniciaram operações militares contra o Irã. O que veio depois não foi apenas uma crise regional. Foi uma reconfiguração completa do mapa de riscos para viagens de negócios no mundo inteiro.

Mais de 60.000 voos cancelados. Hubs de aviação entre os maiores do mundo operando a capacidade mínima. Espaços aéreos fechados. Executivos presos em trânsito. E uma pergunta que todo gestor deveria estar fazendo agora: a minha empresa tem um plano para isso?

A Personalize TMC publica mensalmente o Relatório de Riscos — Duty of Care. O documento de março é extenso, técnico e baseado em dezenas de fontes internacionais. Aqui você encontra o resumo do que mais importa para quem toma decisões sobre viagens corporativas.

O conflito no Oriente Médio e o colapso da aviação global

Esse é o tema central de março e vai seguir dominando abril.

O conflito entre EUA, Israel e Irã colocou em rota de colisão alguns dos maiores hubs de conexão do mundo. Dubai, Doha, Abu Dhabi, Bahrein e Kuwait, aeroportos que respondem por uma fatia enorme do tráfego entre Europa, Ásia e Oceania, estão com operações severamente reduzidas ou fechados.

No dia 28 de março, um único dia, foram registrados 160 cancelamentos e 320 atrasos ligados à região. O Aeroporto Internacional do Kuwait permaneceu fechado para voos comerciais. Dubai operou com apenas 17% da sua capacidade normal.

Emirates, Qatar Airways, Saudia e Gulf Air acumulam centenas de cancelamentos. A KLM suspendeu todos os voos para Tel Aviv, Dubai, Riyadh e Dammam. A United Airlines cortou 5% da sua capacidade total para o segundo e terceiro trimestre de 2026 por causa do aumento no custo de combustível, que subiu 12,6% em uma semana e atingiu US$ 197 por barril.

Para viagens corporativas que passam por qualquer hub do Golfo, o impacto já é concreto. Rotas alternativas via Istambul e Cairo estão com demanda elevada. Os desvios de percurso adicionam horas de viagem e custos que chegam a US$ 60.000 por setor longo-curso.

A projeção para abril não é otimista. A Emirates projeta retomar capacidade plena só em meados de junho. A Qatar Airways fala em normalização para o fim de maio. Em abril, o cenário deve permanecer instável.

Recomendação imediata: evite rotear viagens por DXB, DOH, AUH, BAH, KWI e RUH. Priorize rotas diretas ou conexões por IST e CAI. Exija passagens com flexibilidade de alteração gratuita, muitas companhias já oferecem waivers até maio.

O que mais está no radar de risco de março para abril

Ucrânia e Rússia

O conflito entrou no quinto ano. Sem perspectiva de resolução. A Ucrânia continua como zona de guerra ativa, totalmente desaconselhada para qualquer viagem. As rotas aéreas na Europa Oriental seguem sendo remodeladas para evitar o espaço aéreo das áreas de conflito, o que impacta conexões e aumenta tempos de viagem.

Venezuela pós-Maduro

A captura de Maduro em janeiro abriu um período de transição que está longe de ser estável. O país convive com colapso de serviços básicos, crise humanitária grave e volatilidade institucional. Viagens à Venezuela seguem fortemente desaconselhadas. O transbordamento da instabilidade para países vizinhos como Colômbia e Brasil também entra no radar.

Febre amarela na América do Sul

A OPAS emitiu alerta epidemiológico em 13 de março. A transmissão sustentada está sendo registrada fora da bacia amazônica, inclusive próxima a centros urbanos. Em 2025, foram 346 casos confirmados e 143 mortes em sete países. A taxa de letalidade foi de 41%.

Abril é o período de maior transmissão. E a grande maioria dos casos confirmados ocorreu em pessoas não vacinadas.

A vacina é dose única e confere proteção vitalícia. Não há justificativa para um viajante corporativo ir a área de risco sem estar vacinado.

Sarampo nos EUA

1.575 casos confirmados até 26 de março em 32 estados americanos. O ritmo já superou o pior ano em mais de três décadas. Quem for aos EUA deve verificar o status vacinal contra o sarampo antes de embarcar. Aeroportos e grandes aglomerações são pontos de atenção.

O que os gestores de viagens precisam fazer agora

Não é hora de esperar a situação se normalizar para agir. Algumas medidas práticas para o próximo mês:

Oriente Médio. Cancelar ou adiar qualquer viagem não essencial à região. Para quem já está em trânsito, ativar planos de contingência imediatamente.

Rotas aéreas. Renegociar com fornecedores a flexibilidade de alteração e cancelamento. Incluir buffer mínimo de 4 horas em conexões que transitem pela região de conflito. Monitorar os portais de disruption das companhias afetadas.

Saúde. Auditar as carteiras de vacinação da equipe. Febre amarela é prioridade para destinos na América do Sul. MMR é prioridade para viagens aos EUA.

Orçamento. Preparar o planejamento financeiro com incremento de 15 a 20% nas tarifas aéreas internacionais para o segundo trimestre. Considerar antecipar compras para mitigar a volatilidade.

Comunicação. Manter um canal ativo com todos os viajantes em campo. Em uma crise, a ausência de informação é tão perigosa quanto a crise em si.

Uma nota sobre fontes

Este relatório é elaborado com base em dados de agências internacionais como OMS, OPAS, IATA, CDC, ECDC, além de consultorias especializadas em risco geopolítico como Eurasia Group, BlackRock e Crisis Group. Dados operacionais de aviação foram cruzados com FlightAware e Cirium.

A Personalize TMC fornece monitoramento contínuo e suporte consultivo. A decisão final sobre autorizar, restringir ou cancelar viagens corporativas é sempre da empresa cliente.

O próximo relatório está previsto para 30 de abril de 2026.

Se a sua empresa ainda não tem um processo estruturado de Duty of Care para viagens corporativas, esse é o momento de mudar isso. Entre em contato com a Personalize TMC e veja como podemos ajudar.

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